De acordo com um estudo publicado no Journal of Human Hypertension, adolescentes hipertensos e não obesos tiveram a deterioração da integridade dos vasos semelhante aos adolescentes hipertensos obesos.
Contudo o grupo de obesos apresentava marcadores inflamatórios mais altos que o grupo dos não obesos (podendo as diferenças das lesões vasculares serem uma questão de tempo).
Assim, parece que jovens hipertensos, mesmo que sem obesidade, têm um risco cardiovascular equivalente aos dos obesos.
CONTROLE A SUA TENSÃO ARTERIAL. REDUZA O CONSUMO DE SAL !
Independentemente do tipo de diabetes que uma grávida possa ter, o tratamento farmacológico (eventualmente necessário) é feito com INSULINA.
Existem várias razões para que assim seja:
1) a insulina não tem efeitos perigosos para o feto (ao contrário dos comprimidos);
2) a insulina é de fácil controlo; uma hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) é facilmente compensada com açúcar.
Note que: caso haja necessidade de uma grávida ser medicada com insulina durante a gravidez, NÃO QUER DIZER QUE FIQUE DEPENDENTE DA INSULINA. Mesmo nos casos em que a diabetes persista após o parto, assim que acabe de amamentar, pode ser controlada com comprimidos (caso a dieta e o exercício não sejam suficientes).
As mulheres com muito alto risco de desenvolverem diabetes gestacional devem fazer o despiste tão cedo quanto possível após saberem que estão grávidas ou, pelo menos, às 24-28 semans de gravidez. Os critérios para o alto risco são:
1) Obesidade Severa (Índice Massa Corporal igual ou maior a 35 kg/m2)
2) Ter tido diabetes gestacional em gravidez anterior ou ter tido um filho nascido com peso igual ou maior a 4 kg
3) Presença de glicose na urina (glicosúria)
4) Ter diagnóstico de Síndrome do Ovário poliquístico
5) Ter irmãos/irmãs, pais ou avôs/avós com diabetes tipo 2.
As mulheres com baixo risco de desenvolverem diabetes gestacional não necessitam de fazer, especificamente, despiste e têm as seguintes características:
1) Idade inferior a 25 anos
2) peso normal (ìndice Massa Corporal entre 18,5 e 24,9 kg/m2) antes da gravidez
3) sem pais diabéticos
4) sem história de "intolerância à glicose oral" ou seja, pré-diabetes
5) sem antecedentes de complicações obstétricas
O despiste da Diabetes Gestacional (diabetes na gravidez) deve ser feito às 24-28 semanas de gestação.
Pode ser feito através do doseamento da glicose no sangue em jejum, 1 e 2 horas após a ingesta oral de 75 g de glicose;
Os valores considerados normais são:
jejum: inferior a 92 mg/dl
1 hora após: inferior a 183 mg/dl
2 horas após: inferior a 152 mg/dl
Caso haja um valor anormal é feito o diagnóstico de Diabetes Gestacional.
4-8 semanas após o parto deve ser feita nova prova afim de definir se a ex-grávida mantém a diabetes ou não.
A Diabetes Gestacional (diabetes na gravidez) é definida como qualquer valor anormal de açúcar no sangue reconhecido, pela primeira vez, durante a gravidez.
As mulheres, a quem foi diagnosticado diabetes antes da gravidez, têm diabetes tipo 1, ou tipo 2 ou diabetes secundária. No caso de engravidarem, manter-se-ão diabéticas.
Em cada 100 grávidas, 7 desenvolvem diabetes durante a gravidez. As mulheres que tiveram diabetes gestacional têm um risco elevado de desenvolverem diabetes após a gravidez, por isso devem continuar a fazer análises e serem vigiadas nas 6-12 semanas após o parto e, mesmo, posteriormente. Porém é possível que nunca mais tenham diabetes ou, pelo contrário, ela venha a reaparecer anos mais tarde.
O diagnóstico da Diabetes Gestacional deverá ser efectuado logo que se saiba estar-se grávida (nas mulheres de alto risco) ou às 24-28 semanas de gestação (em todas as grávidas).
A dificuldade que o organismo materno tem em aproveitar, nas devidas condições, o açúcar proveniente da alimentação e transportar valores elevados do mesmo pode provocar sofirmento fetal. O feto habitua-se a ter um sangue rico em açúcar, fazendo com que o seu pâncreas produza mais insulina que o considerado normal. Ou seja a criança ainda não nasceu e o seu organismo já trabalha em esforço e de um modo não saudável.
Define-se pré-hipertensão como uma pressão arterial sistólica de 120-139 mm Hg (12-13,9 de máxima) e/ou 80-89 mm Hg de diastólica (8-8,9 de mínima).
Foi recentemente publicado uma avaliação de 16 estudos (mais de 70 mil doentes), analisando três classes de hipotensores, que permitiram constatar a redução do AVC com a normalização dos valores tensionais.
Os inibidores do enzima de conversão e os antagonistas dos canais de cálcio permitiram reduzir o AVC em 25% enquanto os bloqueadores dos receptores da angiotensina reduziram em 15 %.
A medicação farmacológica está preferencialmente indicada para os doentes de alto risco cardiovascular, como os que têm diabetes, colesterol elevado e hábitos tabágicos activos.
A tensão arterial pode ser normalizada com redução de consumo de sal na dieta e com a prática regular de exercício físico moderado (andar a pé 30 minutos seguidos diáriamente).
Em Dezembro de 2011, foi publicado um artigo no British Journal of Cancer no qual se conclui que 40% (40 em cada 100 ou 4 em cada 10) dos câncros têm origem em factores que podemos modificar, isto é que podem ser evitados.
Estes factores são:
TABACO !!!
ALIMENTAÇÃO: COMER POUCOS VEGETAIS, FRUTAS E FIBRAS; COMER CARNE VERMELHA OU PROCESSADA E SAL EM DEMASIA
ÁLCOOL
OBESIDADE
NÃO FAZER EXERCÍCIO FÍSICO DE FORMA REGULAR
RADIAÇÃO (IONIZADA E ULTRAVIOLETA/SOL)
ASBESTOS ( exposição a)
INFECÇÕES (PAPILOMA VÍRUS)
TOMAR A PÍLULA (CONTRACEPÇÃO ORAL)
NÃO AMAMENTAR
Foi publicado recentemente na revista Stroke uma meta-análise (revisão de outros estudos que dizem respeito ao mesmo tema) acerca do efeito da pré-hipertensão e a ocorrência de AVC (acidente vascular cerebral).
A Pré-Hipertensão define-se como uma tensão arterial máxima entre 120 e 139 mm Hg e uma mínima entre 80 e 89 mm Hg.
O trabalho publicado permitiu ver que doentes com pré-hipertensão medicados com fármacos de diferentes classes (inibidores do enzima de conversão da angiotensina, bloqueadores dos receptores da angiotensina, antagonistas dos canais do cálcio) reduziu a ocorrência de AVC em 22%.
Coloca-se contudo uma questão: deverão todos os doentes com pré-hipertensão arterial serem medicados com medicamentos ?
Talvez não. Mas quantos destes doentes julgam importante reduzir o sal da sua alimentação, a gordura e o açúcar ? quantos julgam importante terem uma actividade física diária digna desse nome ?
Este é o título de um muito interessante livro, recentemente publicado, escrito pela Dra Patrícia Almeida Nunes, dietista do Hospital de Santa Maria.
O livro destina-se ao público em geral, sendo educativo e informativo.
Com ele ganhará conhecimentos de "manhas e artimanhas" relacionadas com a nutrição.
É uma importante fonte de ajuda para uma melhor seleção da (qualidade da) comida que ingerimos.
Foi recentemente publicado no European Respiratory Journal, um estudo sobre a influência da dieta mediterrânica no síndrome da apneia obstrutiva do sono.
Foram selecionados 40 doentes, obesos, sob CPAP (respiração artificial durante o sono), com um ìndice Apneia/Hipopneia superior a 15, distribuídos por dois grupos.
Durante 6 meses, 20 doentes fizeram dieta mediterrânica (DM) e os outros 20 fizeram uma dieta "saudável". Todos os doentes tiveram limitação da ingesta de gorduras e de açúcares livres. A restrição calórica foi igual nos 2 grupos (1200-1500 kcal/ dia nas mulheres e 1500-1800 kcal/dia nos homens). Os doentes do grupo DM comeram três vezes mais vegetais, fruta, cereais não refinados e peixe que os doentes do outro grupo e uma terça parte de carne vermelha. Também fizeram actividade física regular (andar 30 minutos seguidos diariamente).
No final dos seis meses, os doente do grupo DM perdeu mais peso, tinha um perímetro de cintura menor e reduziu o Indice Apneia/Hipopneia de 68/hora para 50 enquanto os outro grupo apenas reduziu este índice de 56/hora para 53.
Assim, a dieta mediterrânica e o exercício físico possibilitaram a perda de peso dos doentes bem com a redução do número de paragens respiratórias durante o sono.
A Dieta Mediterrânica tem em curso apresentação de candidatura a Património da Humanidade (Unesco).
Consultor de Medicina Interna, pós-graduado em Diabetologia, tem a competência de Gestão de Unidades de Saúde. Trabalhou em serviços de Cardiologia, Nefrologia e Clínica de Hemodiálise, Consulta especializada do Pé diabético e em Unidades de Cuidados Intensivos. Desempenhou funções de Chefe de Equipa de Medicina do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria. Foi Assistente Convidado da Cadeira de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas.CONSULTAS
Corclínica (Campo Grande, Lisboa)
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Clinica Dr Machado Rodrigues (Setubal)
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