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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Gripe A e Diabetes

Os diabéticos, sobretudo os mal controlados (Hemoglobina glicosilada A1 c superior a 8%), são um grupo de risco para qualquer infecção; as suas defesas (o seu sistema imunitário) estão enfraquecidas.

 

A Gripe A parece ser mais agressiva que a gripe sazonal, porém até prova em contrário o tratamento é igual.

 

Mas a Gripe A vem colocar de novo na "boca do Mundo" algo que parecia estar esquecido: AS MEDIDAS BÁSICAS DE HIGIENE.

 

As mãos são um grande transmissor de infecções; a maior parte das infecções hospitalares ^tem como grande causa a transmissão de organismos através do contacto das mãos.

 

A lavagem frequente, com água e sabão ou sabonete, das mãos é prioritária após uma ida à casa de banho, após uma refeição, após o contacto com uma pessoa doente, após mexer no chão ou com um objecto que nele caíu, e muitas mais situações.

 

As ESCOLAS são centros de aprendizagem onde, além das matérias curriculares, se deve insinuar cuidados de saúde (entre outros).

 

Mas é precisamente na escola, por vezes em colégios privados, onde as medidas de higiene falham e até onde são tomadas medidas agressoras para a saúde das crianças.

 

No complemento da lavagem das mãos está generalizado o uso de gel alcoólico, disponível em muitas instituições. Porém há escolas que optaram (baseadas certamente em medidas economicistas) substituir o gel por álcool a 70º.

 

O uso frequente, diário, de álcool a 70º é francamente prejudicial à saúde. Sobretudo em crianças. O álcool seca as mãos, a pele perde a sua integridade e provoca lesões, como por exemplo, eczema. Claro que não é "caso de vida ou de morte" mas não deixa de ser uma agressão para crianças indefesas e sem capacidade de ajuízar e distinguir o bem do mal.

 

Se na escola do seu filho insistirem em desinfectar as mãos com álcool a 70º, OPONHA-SE DETERMINANTEMENTE.



publicado por João Vilela Gonçalves às 09:15
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
OBESIDADE e GRIPE A

Um estudo norte-americano realizado com 10 doentes permitiu (podemos tirar conclusões com 10 doentes ?) relacionar a obesidade como factor de risco para a infecção a gripe A. Os obesos seriam então considerados um grupo de risco para a gripe A.

 

Lendo o artigo com mais atenção percebe-se que NÃO existe uma relação directa entre obesidade e gripe A.

 

O que se sabe, e não é novidade, é que os obesos têm muito mais hipoteses de terem diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, aterosclerose (vasos, artérias entupidas), tendo por isso mais hipoteses de terem um enfarte cardíaco ou uma trombose (acidente vascular cerebral).

 

Assim, ao serem sujeitos a uma infecção mais grave (seja gripe ou uma infecção a bactérias), o organismo do obeso tem "menos resistência" para lutar contra essa infecção e por isso torna-se mais atreito a desenvolver complicações.

 

Foi o que se observou no referido estudo: 9 dos 10 doentes eram obesos, evoluiram para insuficiência respiratória, necessitaram de ventilação assistida (foram ligados a uma máquina que respirava por eles) e tiveram falência de vários orgãos, tornando a sua situação clínica ainda mais grave.



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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Domingo, 13 de Setembro de 2009
Pesquisa da Glicemia em Crianças Não Diabéticas

Desde há algum tempo, questionam-me acerca da pesquisa da glicemia em crianças sem qualquer evidência (leia-se sintomatologia) de diabetes.

 

Os motivos variam desde ansiedade dos pais até à curiosidade de ver qual o valor que a criança tem, uma vez que possui um familiar diabético. Algumas vezes é a criança que, por curiosidade, pede para avaliarem a glicemia.

 

Na minha opinião, esta atitute é profundamente reprovável. Porque:

 

1) é desnecessária

2) é traumatizante para a criança

3) pode ser alvo de grande burburinho, caso até surja um valor esporádicamente mais elevado do que se esperava...e que não tendo qualquer significado, implica uma investigação mais aprofundada.

 

Assim, pesquisar a glicemia a uma criança sem sintomas de Diabetes torna-se numa brincadeira que pode trazer algumas dores de cabeça.



publicado por João Vilela Gonçalves às 22:39
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João Vilela Gonçalves
Consultor de Medicina Interna, pós-graduado em Diabetologia, tem a competência de Gestão de Unidades de Saúde. Trabalhou em serviços de Cardiologia, Nefrologia e Clínica de Hemodiálise, Consulta especializada do Pé diabético e em Unidades de Cuidados Intensivos. Desempenhou funções de Chefe de Equipa de Medicina do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria. Foi Assistente Convidado da Cadeira de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas.

Responsável pelas Consultas do Hospital de Pulido Valente (Diabetes, 1994-2004), da PT-Associação de Cuidados de Saúde (Diabetes, desde 1997; Hipertensão Arterial, desde 2006), da Corclínica (Diabetes, desde 1999) e do Instituto Cardiovascular de Lisboa (Diabetes, desde 2004).

Tem o seu trabalho acreditado, do ponto de vista científico, através das inúmeras apresentações em Congressos nacionais e internacionais.
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