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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Melhorar resposta aos hipotensores

Foi recentemente publicado na revista Cardiovascular Diabetology um artigo focando a razão pela qual os doentes com Síndrome Metabólico, associado ou não à Diabetes, tinham maior dificuldade em controlar a sua hipertensão arterial com a medicação instituída.

 

Participaram 3280 doentes hipertensos com mais de 30 anos de idade. Verificou-se que os doentes que apresentavam:

 

maior Índice de Massa Corporal (IMC),

maior perímetro abdominal,

níveis mais elevados de trigliceridos e

níveis mais baixos de HDL-Colesterol (a fracção do colesterol que protege o "entupimento" dos vasos)

 

eram os que tinham maior resistência em responder à medicação para normalizar a pressão arterial e, por isso, apresentavam valores mais elevados; o que se verificou tanto na máxima como na mínima.

 

A pressão arterial elevada (Hipertensão Arterial) é o principal factor de risco para o Acidente Vascular cerebral.



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009
HTA da BATA BRANCA e DIABETES: investigação brasileira

Em Dezembro de 2008 foi publicado um artigo de investigadores brasileiros (Dra Caroline Kramer) na Diabetes Care (talvez a principal revista mundial de Diabetes).

 

O tema aborda a implicação da hipertensão arterial da bata branca nas complicações microvasculares em doentes diabéticos.

 

Os diabéticos que têm tensões arteriais normais ao longo do dia mas elevadas na presença do médico, têm maior risco de desenvolver doença renal e da retina (3 vezes mais).

 

Embora o estudo tenha decorrido apenas com 46 doentes e seja necessário estudos maiores para se tirarem conclusões tão reais quanto possível, alerta-se para o facto de

 

A HIPERTENSÃO da BATA BRANCA NÃO DEVE SER NEGLIGENCIADA.

 

Ver post "Tipos de Hipertensão Arterial"



publicado por João Vilela Gonçalves às 23:05
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Diabeticos Hipertensos: Mortalidade Acrescida

O doente diabético deve ter uma tensão arterial inferior a 130/80 mm Hg (inferior a 13/8).

 

De acordo com o presidente da Associação Americana de Hipertensão, quando a hipertensão arterial está presente nos doentes diabéticos (o que acontece em mais de 80% dos casos) a mortalidade aumenta 7 vezes. Ou seja, a existência destes dois factores de risco potenciam o risco de morte.

 

Os doentes diabéticos devem preocupar-se com o controlo não só do açúcar, mas também do colesterol, da tensão arterial e da anti-agregação; a toma diária de uma aspirina em dose pediátrica (100 mg por dia) ajuda a prevenir a inflamação dos vasos sanguíneos e a ocorrência de acidentes cardiovasculares. Os doentes alérgicos à aspirina têm alternativas.

 

Os grupos de hipotensores mais indicados pertencem aos seguintes grupos: IECA, ARA, diuréticos, antagonistas dos canais de cálcio.

 

NOTE QUE: se os valores estão controlados com a medicação, NÃO A DEVE SUSPENDER mesmo que de forma temporária; se fizer isso, os valores da glicose, do colesterol, da tensão arterial vão voltar a estar descontrolados. E O SEU RISCO CARDIOVASCULAR AUMENTA.



publicado por João Vilela Gonçalves às 10:20
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
Tipos de Hipertensão Arterial na Gravidez

A Hipertensão Arterial ocorre em 8% de todas as gravidezes e em 10% das primeiras gravidezes. Ocorre mais frequentemente em mulheres que tomam contraceptivos (pílula) - não há bela sem senão - embora o risco seja pequeno. (NOTE BEM: ñão pare de tomar a pílula por causa disto ! se ficou preocupada, fale com o seu médico ginecologista !).

 

Tipos de Hipertensão Arterial (HTA) durante a Gravidez:

 

HTA Crónica: presente antes da gravidez ou diagnosticada antes das primeiras 20 semanas de gestação ou a que persiste nas seis semanas após o parto.

 

Hipertensão Gestacional: diagnosticada pela primeira vez após as primeiras 20 semanas de gestação, não sendo acompanhada de proteinuria (perda de proteínas na urina); pode evoluir para:

a) Pre-eclampsia;

b) Hipertensão transitória da Gravidez: a tensão arterial normaliza após o parto;

c) Hipertensão Crónica: a tensão arterial persiste elevada 6 semanas após o parto.

 

Preeclampsia: HTA diagnosticada após as 20 semanas de gestação acompanhada de proteinuria (proteínas na urina) de pelo menos 300 mg em urina de 24 horas.

 

Eclampsia: Preeclampsia acompanhada de convulsões não atribuídas a outras causas (por exemplo, epilepsia, tumor cerebral).

 

Hipertensão Crónica com Preeclampsia: em mulheres com diagnóstico de HTA prévio à gravidez e que têm subida da tensão arterial acompanhada de proteinuria, trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas) ou alterações das análises da função hepática (fígado).



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
MEDIR A TENSAO ARTERIAL NO MÉDICO NÃO CHEGA

A Sociedade Europeia de Hipertensão editou este ano as Normas de Orientação Clínica da Medição da Tensão Arterial (TA) no domicílio. Tal é a importância clínica deste acto.

 

A medição da TA quando se vai ao médico tem importantes limitações:

 

1) Uma única medição não traduz a realidade da TA que o doente tem durante o dia. Essa medição fica circunscrita aquele momento, não traduzindo, de modo algum, o que se passa no dia-a-dia nem tão pouco durante a noite;

 

2) Não exclui a existência de hipertensão arterial da "bata branca" nem a hipertensão arterial "mascarada".

 

A medição da TA no consultório é complementar da medição regular que o doente faz nos outros dias.

 



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
IDOSOS: que valor de tensão arterial

Os valores normais da tensão arterial NÃO mudam com a idade (adulta).

 

Contudo é natural que um mal controlo da tensão arterial ao longo dos anos torne o vaso mais rijo e menos maleável, tornando mais difícil atingir os valores tensionais correctos. A consequência é a lesão, SILENCIOSA, dos orgãos alvo: o cérebro, o coração, os olhos, os rins, as artérias dos membros inferiores.

 

É tão fácil evitar as complicações...basta medir semanalmente a sua tensão arterial e ter um acompanhamento médico especializado.

 

Mais vale prevenir que remediar.



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
TIPOS de HIPERTENSÃO ARTERIAL (HTA)

HTA primária ou essencial: a mais frequente, mais de 9 em cada dez hipertensos têm-na. tem este nome por não se saber a causa.

 

HTA secundária: secundária a numerosas causas (por exemplo, lesão vasos renais, patologia renal, doenças endocrinológicas); raro.

 

HTA da bata branca: só há valores de hipertensão quando as medições são feitas na presença de um profissional de saúde, sobretudo um médico. As medições feitas em casa são normais. Este tipo está presente em 15-20% dos doentes hipertensos.

 

HTA mascarada: os doentes têm valores normais na presença do profissional de saúde mas quando medem em casa os valores são altos; é portanto o contrário da HTA da bata branca. Os doentes que têm este tipo de HTA têm um risco cardiovascular semelhante aos que são "sempre" hipertensos. Este tipo está presente em 10-15% dos doentes hipertensos.

 

O despiste destes últimos dois tipos só é possível se houver a colaboração do doente para medir regularmente a sua tensão arterial. Também é possível fazer um exame que consta na medição da tensão arterial durante 24 horas, contudo raramente é comparticipado, não tendo mais valor que as medições feitas pelo doente no seu dia-a-dia.



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Técnica para uma medição correcta da tensão arterial

De acordo com a Sociedade Europeia de Hipertensão, os aparelhos electrónicos que medem a tensão no braço são os mais indicados.

 

Uma medição correcta da tensão arterial obriga a alguns cuidados. De referir:

 

1) 5 minutos de descanço; 30 minutos sem fumar ou beber café;

 

2) sentado confortavelmente com o braço apoiado numa mesa;

 

3) colocar correctamente a braçadeira: sem roupa por baixo, colocada a meio do braço, com o sensor ligeiramente descaído para dentro (de modo a ficar sobre a artéria umeral), bem adaptada (nem solta, nem apertada);

 

4) estar relaxado, calado, imóvel, sem cruzar as pernas;

 

5) repetir 2 vezes com 1-2 minutos de intervalo (eu proponho que se meça a tensão três vezes, se despreze as duas primeiras e registe o terceiro valor);

 

6) escolher o braço (esquerdo ou direito) que apresentar os valores mais elevados, para medições futuras;

 

 

 

7) registar os valores;

 

8) medir a tensão de manhã e à tarde (evitar medir sempre na mesma altura do dia).

 

 

Estas são pequenas grandes coisas que pode fazer para evitar o AVC. A tensão NÃO DÓI. Só medindo sabe que valor tem. Meça a sua tensão arterial. É tão fácil.

 

E não se esqueça: NÃO PÁRE A MEDICAÇÃO MESMO QUE A SUA TENSÃO ARTERIAL ESTEJA CONTROLADA. Se a tensão necessita de medicamentos para estar bem controlada, se a suspende então a sua tensão arterial vai subir e corre o risco de ter um AVC (trombose).



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:07
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
MEDIR A TENSÃO ARTERIAL: porquê?

A tensão ou pressão arterial é, como o nome indica, a pressão existente no interior das artérias. As artérias são os vasos que transportam o sangue do coração para a periferia (para todas as partes do corpo) depois de ter passado pelos pulmões e ter ficado rico em oxigénio.

 

Quando apertamos a ponta de uma mangueira, a água deixa de jorrar e passa a esguichar; as consequências são evidentes: a terra afectada pelo esguicho, afectada por aquela pressão, salta por todo o lado e forma-se  um buraco. É exactamente isto que se passa no nosso organismo quando a pressão nos vasos aumenta: a maior velocidade com que o sangue circula desgasta a parede do vaso, danificando-o. Essa lesão provoca, no mínimo, aterosclerose, que por sua vez reduz o calibre do vaso aumentando-lhe a pressão, e no máximo o seu rompimento. A hipertensão arterial é a principal causa de AVC (acidente vascular cerebral, vulgo "trombose").

 

O aumento da pressão arterial é indolor. Por isso, só medindo-a sabemos se se encontra controlada ou não.

 

A pressão arterial varia, de forma normal, durante o dia. Habitualmente, durante o sono há uma diminuição de cerca de 10% e, nas primeiras horas da manhã, um "pico" hipertensivo. Esse "pico" é tão mais notório quanto mais descontrolada estiver a tensão. Esta é a causa de os AVC`s e os enfartes do miocárdio ocorrerem mais frequentemente nas primeiras horas da manhã.

 

Também de uma forma normal, a pressão arterial varia de acordo com factores externos ao nosso organismo; isto é, as nossas emoções, de acordo com as nossas actividades do dia-a-dia e de acordo com a maneira como reagimos aos acontecimentos que vamos vivenciando diáriamente (aborrecimentos, alegrias, irritações, tranquilidades).

 

Cada medição retrata apenas a tensão arterial naquele momento exacto. Como há sempre alguma emoção pelo facto de irmos medir a tensão, devemos descansar e relaxar um pouco nos 5 minutos que precedem a medição e, caso o façamos em casa, devemos desprezar a primeira (e até a segunda) medição. A diferença destas para o valor medido na terceira medição é francamente significativo (às vezes inferior a 10%). Por outro lado, não devemos medir a tensão sempre à mesma hora, possibilitando assim verificar como a tensão se comporta ao longo do dia.

 

Medir a tensão todas as semanas permite fazer uma boa média. Registe a hora da medição e os valores encontrados. Leve esse registo ao seu médico: é uma preciosa informação e um enorme contributo que dá para a sua saúde.

 

Note que num estudo realizado em Portugal e de referência internacional, apenas 11 em cada 100 hipertensos se encontram BEM controlados. Meça a sua tensão arterial ! Assim se evita o AVC e, de forma geral, os acidentes cardiovasculares.



publicado por João Vilela Gonçalves às 12:10
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Valores da Tensão Arterial

De acordo com as normas de orientação clínica internacionalmente aceites (Sétimo Relatório da Comissão Americana conjunta para a Prevenção, Detecção, Avaliação e Tratamento da Pressão Arterial Elevada), os valores aceites são:

 

Pressão (ou tensão) Arterial NORMAL: máxima inferior a 120 (12) e mínima inferior a 80 (8)

 

Pré-Hipertensão: máxima entre 120-139 (12-13,9) ou mínima entre 80-89 (8-8,9)

 

Hipertensão fase 1: máxima entre 140-159 (14-15,9) ou mínima entre 90-99 (9-9,9)

 

Hipertensão fase 2: máxima igual ou maior a 160 (16) ou mínima igual ou maior a 100 (10)

 

 

Os principais orgãos afectados pela Hipertensão Arterial são:

 

Cérebro

Coração

Artérias dos membros inferiores

Olhos

Rins

 

 

NOTE QUE: a existência de outros factores de risco cardiovasculares (tabagismo, diabetes, colesterol elevado) OBRIGA a um controlo da tensão arterial mais atento.



publicado por João Vilela Gonçalves às 10:45
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João Vilela Gonçalves
Consultor de Medicina Interna, pós-graduado em Diabetologia, tem a competência de Gestão de Unidades de Saúde. Trabalhou em serviços de Cardiologia, Nefrologia e Clínica de Hemodiálise, Consulta especializada do Pé diabético e em Unidades de Cuidados Intensivos. Desempenhou funções de Chefe de Equipa de Medicina do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria. Foi Assistente Convidado da Cadeira de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas.

Responsável pelas Consultas do Hospital de Pulido Valente (Diabetes, 1994-2004), da PT-Associação de Cuidados de Saúde (Diabetes, desde 1997; Hipertensão Arterial, desde 2006), da Corclínica (Diabetes, desde 1999) e do Instituto Cardiovascular de Lisboa (Diabetes, desde 2004).

Tem o seu trabalho acreditado, do ponto de vista científico, através das inúmeras apresentações em Congressos nacionais e internacionais.
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