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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
Pequenas melhorias, grandes proveitos

Um estudo sueco, verificou que diminuir a hemoglobina glicada A1c em cerca de 1% permite diminuir o risco de morte cardiovascular em 45%.

 

Doentes com hemoglobina glicada de 7,8%, com diabetes diagnosticados há 8-10 anos foram seguidos durante 5 anos.

 

Além da redução da mortalidade, os doentes com melhor controlo da diabetes, tiveram redução em 37%-39% de eventos coronários (enfartes) / cardiovasculares fatais e não fatais.

 

De acordo com os investigadores, o risco absoluto de um evento fatal ou não é de 10,3/1000 pessoas-ano para os que tinham um melhor controlo, comparado com 17,9/1000 pessoas-ano que tinham pior controlo.

 

Deseja-se que os valores da hemoglobina A1c sejam aproximados a 7%.


Temas:

publicado por João Vilela Gonçalves às 10:52
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012
Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 nos jovens americanos...(europeus e portugueses)

O estudo SEARCH mostrou que a prevalência da diabetes tipo 2 (frequentemente observada no adulto) aumentou 21% nos jovens de 2001-2009. A diabetes tipo 1, no mesmo grupo etário e no mesmo período, aumentou 23%.

 

Assim, pensa-se que existam, nos Estados Unidos da América, 189.000 jovens (com idade inferior a 20 anos) com diabetes: 168.000 com diabetes tipo 1 e 19.000 com diabetes tipo 2.

 

O mesmo estudo permite concluir que:

 

1. os jovens com diabetes tipo 2 têm mais frequentemente proteínas na urina que os diabéticos tipo 1 e, por isso, têm maior risco de virem a ter na idade adulta, lesão dos rins.

 

2. parece haver maior incidência de Neuropatia Autonómica Cardiovascular com maior risco de desenvolverem doença cardíaca.

 

3. os jovens com diabetes que vêem televisão mais de três horas por dia têm valores mais elevados da hemoglobina glicada A1c e de trigliceridos quando comparados com os jovens diabéticos que vêem menos tempo de televisão...e supostamente que fazem mais exercício físico.  



publicado por João Vilela Gonçalves às 10:08
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Alterações cardiacas em Jovens diabéticos

Publicou-se no Cardiovascular and Metabolic Risk a avaliação por ecografia cardíaca de 1600 indivíduos com idades entre os 14 e os 39 anos; destes 180 tinham diabetes e 300 tinham pré-diabetes.

 

Registaram-se alterações significativas na estrutura cardíaca nos diabéticos e pré-diabéticos. A hipertrofia do ventrículo esquerdo (principal cavidade do coração) existia em 20% dos diabéticos, 17% dos pré-diabéticos e apenas em 12% dos outros participantes.

 

A hipertrofia ventricular precede a insuficiência cardíaca, o enfarte do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

 

Os diabéticos e pré-diabéticos eram mais obesos e tinham mais hipertensão arterial que os outros participantes.


Temas:

publicado por João Vilela Gonçalves às 07:58
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010
OBESIDADE: 30 complicações clínicas associadas

Há muito que a obesidade deixou de ser apenas uma questão estética.

 

Descrevem-se as  30 complicações clínicas associadas à Obesidade:

 

1) Gastrointestinais

 

Litíase Biliar ("pedra" na vesícula)

Esteatose Hepática (fígado gordo)

Pancreatite

Refluxo gastro-esofágico

 

 

2) Metabólico

 

Resistência à actuação da insulina que o organismo produz (pré-diabetes)

Diabetes Mellitus (tipo 2)

Dislipidemia (elevação do colesterol e/ou dos trigliceridos)

 

 

3) Cardiovascular

 

Hipertensão Arterial

Doença Coronária (enfarte ou angina de peito)

Insuficiência Cardíaca

Tromboembolismo Pulmonar

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

 

 

4) Respiratório

 

Apneia obstrutiva do Sono (paragem respiratória durante o sono; ressonar pode ser sinal de)

Hipoventilação Alveolar (menor oxigenação do sangue)

 

 

5) Musculo-Esquelético

 

Osteoartrite

Gota

Lombalgia

 

 

6) Ginecológico

 

Alterações Menstruais

Infertilidade

 

 

7) Genito-Urinário

 

Incontinência

 

 

8) Oftalmológico

 

Cataratas

 

 

9) Neurológico

 

Hipertensão Intra-Craneana

 

 

10) ONCOLÓGICO (CÂNCRO)

 

Esófago

Cólon

Vesícula

Próstata

Mama

Útero

Colo do útero

Rim



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Calcular Risco de Diabetes nos próximos 10 anos

De acordo com o Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes, publica-se a ficha de avaliação de risco de Diabetes Tipo 2:

 

Vá somando os pontos:

 

1) Idade

 

menos de 45 anos (0 pontos)

45-54 anos (2 pontos)

55-64 anos (3 pontos)

mais de 64 anos (4 pontos)

 

2) Índice de Massa Corporal (IMC = peso (kg)/altura (m2) ou seja kg/m x m

 

menos de 25 kg/m2 (0 pontos)

25-30 kg/m2 (1 ponto)

mais de 30 kg/m2 (3 pontos)

 

3) Medida da cintura (medir ao nível do umbigo)

 

3a. Homens

 

menos de 94 cm (0 pontos)

94-102 cm (3 pontos)

mais de 102 cm (4 pontos)

 

3b. Mulheres

 

menos de 80 cm (0 pontos)

80-88 cm ( 3 pontos)

mais de 88 cm (4 pontos)

 

4) Pratica, diariamente, actividade física pelo menos 30 minutos no trabalho ou durante o tempo livre?

 

Sim (0 pontos)

Não (2 pontos)

 

 

5) Com que regularidade come vegetais e/ou fruta ?

 

Todos os dias (0 pontos)

ás vezes (1 ponto)

 

6) Toma regularmente ou já tomou alguma medicamentação para a Hipertensão Arterial ?

 

Não (0 pontos)

Sim (2 pontos)

 

7) Alguma vez teve açúcar elevado no sangue ?

 

Não (0 pontos)

Sim (5 pontos)

 

8) Tem algum familiar a quem foi diagnosticado diabetes (tipo 1 oou tipo 2)?

 

Não (0 pontos)

Sim: avós, tias, tios, ou primos em 1º grau (3 pontos)

Sim: pais, irmãos, irmãs ou filhos (5 pontos)

 

 

 

Nível de Risco Total:

 

menos de 7 pontos: Baixo: calcula-se que 1 em cada 100 desenvolverá a doença

7-11 pontos: Ligeiro: calcula-se que 1 em cada 25 desenvolverá a doença

12-14 pontos: Moderado: calcula-se que 1 em cada 6 desenvolverá a doença

15-20 pontos: Alto: calcula-se que 1 em cada 3 desenvolverá a doença

mais de 20 pontos: Muito Alto: calcula-se que 1 em 2 desenvolverá a doença



publicado por João Vilela Gonçalves às 09:00
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Quantos diabéticos há em Portugal ?

 A Federação Internacional de Diabetes estimava que, em 2025 e em Portugal, 10% da população tivesse Diabetes; ou seja 10 em cada 100 pessoas (ou 1 em cada 10 pessoas) tivessem Diabetes.

 

Em 2008, decorreu, em Portugal, um estudo da prevalência da Diabetes; foram envolvidas 5.167 pessoas, pertencentes a 122 centros de saúde distribuídos por 93 concelhos de todo o país.

 

Os resultados são no mínimo alarmantes:

 

1) em 2008, 11,7% da população portuguesa tinham diabetes ! (quase 12 em cada 100 pessoas);

 

2) destes 5,1% desconheciam ter a doença (ou seja 5 em cada 12 diabéticos desconhecem ter a doença....e, portanto, sendo a sua progressão silenciosa, candidatam-se a diagnosticá-la na sequência de uma complicação....as mais frequentes são o enfarte cardíaco ou o AVC).

 

3) A pré-diabetes (alteração da glicose em jejum ou intolerância à glicose oral) estava presente em 23,2% da população ! (23 em cada 100 pessoas vão desenvolver diabetes muito brevemente, de uma forma silenciosa !).

 

Assim, cerca de 35% da população (mais de um terço da população) tem um risco cardiovascular muito elevado (já que o risco cardiovascular da pré-diabetes é equivalente ao da diabetes).

 

Imaginem se nos próximos 10 anos, 35% da população tivesse um enfarte cardíaco ou um AVC ? Se as pessoas em vez de estarem a trabalhar, estiverem internadas num hospital e ficarem incapacitadas? Onde haverá dinheiro para suportar tudo isto ? Estaremos, verdadeiramente, em extinção ? Não só nós mas todo o mundo ocidental.

 

Note que este estudo só contempla individuos com idade igual ou superior a 20 anos; de momento, em Portugal uma em cada 3 crianças é obesa; a  obesidade é um excelente "empurrão" para desenvolver diabetes. Aliás, é crescente o número de CRIANÇAS com diabetes do adulto, com colesterol elevado, com hipertensão arterial.

 

São as crianças alimentadas a GAS (gordura, açúcar, sal); é, segundo Paul Zimmet, a geração que morrerá primeiro que os pais.

 

Será, que dentro de 10 anos, metade da população portuguesa (ou dos países comunitários) terá diabetes ou pré-diabetes ? Será que a Europa terá os dias contadas tal como a conhecemos ?

 



publicado por João Vilela Gonçalves às 10:30
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João Vilela Gonçalves
Consultor de Medicina Interna, pós-graduado em Diabetologia, tem a competência de Gestão de Unidades de Saúde. Trabalhou em serviços de Cardiologia, Nefrologia e Clínica de Hemodiálise, Consulta especializada do Pé diabético e em Unidades de Cuidados Intensivos. Desempenhou funções de Chefe de Equipa de Medicina do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria. Foi Assistente Convidado da Cadeira de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas.

Responsável pelas Consultas do Hospital de Pulido Valente (Diabetes, 1994-2004), da PT-Associação de Cuidados de Saúde (Diabetes, desde 1997; Hipertensão Arterial, desde 2006), da Corclínica (Diabetes, desde 1999) e do Instituto Cardiovascular de Lisboa (Diabetes, desde 2004).

Tem o seu trabalho acreditado, do ponto de vista científico, através das inúmeras apresentações em Congressos nacionais e internacionais.
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