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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
O que é mais importante ? açúcar, colesterol ou tensão arterial ?

Foi publicado, em Janeiro de 2013, no General Internal Medicine, um estudo envolvendo 26.000 diabéticos com a intenção de saber qual dos parâmetros podia prejudicar mais na ocorrência de um enfarte cardíaco.

 

Um adulto com diabetes, comparado com um adulto sem diabetes, tem cerca de 3 vezes mais hipóteses de ter um enfarte.

 

O diabético, além do controlo da glicemia, deve preocupar-se igualmente com atingir bons valores de colesterol e da tensão arterial.

 

Neste estudo, apenas 13% dos participantes tinham valores óptimos nos três items. A necessidade de serem internados por um enfarte ou um AVC foi 2,5 vezes inferior aos que não tinham nenhum item nos valores óptimos.

 

A Diabetes, a elevação do colesterol e da tensão arterial andam "de mãos dadas", fazendo parte da mesma doença. Controlá-los em simultâneo é prioritário para uma boa qualidade de vida, sem complicações.



publicado por João Vilela Gonçalves às 00:56
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
PREECLAMPSIA: notas a reter

Ocorre habitualmente na primeira gravidez; as mulheres que engravidam pela primeira vez têm 6-8 vezes mais hipoteses de terem preeclampsia que as outras; quanto mais idade tiver a mulher que engravida pela primeira vez mais hipoteses tem.

 

Ocorre mais frequentemente nas mulheres que têm fetus múltiplos, mola hidatiforme ou diabetes.

 

Ocorre mais provavelmente quando se aproxima o final da gravidez: é raro antes do segundo trimestre.

 

Clinicamente manifesta-se por tensão arterial alta, edema (inchaço), proteinuria (proteinas na urina) e, eventualmente, convulsões e coma.

 

lesão renal e do fígado

 

Tem carácter hereditário: as filhas e netas de uma mulher que tenha desenvolvido preeclampsia  têm 25% de hipoteses de também terem.

 

Desaparece rapidamente após a gravidez !

 

 



publicado por João Vilela Gonçalves às 15:36
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Sábado, 1 de Dezembro de 2012
Obesidade e Mortalidade

Foi publicado um artigo no The Journal of American Board of family Medicine (Julho-Agosto 2012) no qual se crê que a obesidade não aumenta a mortalidade.

 

Foram avaliados 51.000 adultos com idade entre os 18 e os 90 anos. Foram divididos em grupos de acordo com o seu Índice de Massa Corporal e seguidos durante 6 anos.

 

Os adultos obesos ou com excesso de peso, quando comparados com os que tinham peso normal, não apresentavam aumento da mortalidade, excepto os que tinham obesidade severa (IMC maior a 35) dada a maior associação a diabetes e hipertensão arterial.

 

Contudo, os autores referem que ter obesidade ou excesso de peso implica ter menor qualidade de vida.

 

 

NOTE QUE: 6 anos de evolução num estudo destes pode ser um período curto de avaliação e, portanto, as conclusões tiradas serem precipitadas.



publicado por João Vilela Gonçalves às 17:56
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
Hipertensos Obesos e Não Obesos

De acordo com um estudo publicado no Journal of Human Hypertension, adolescentes hipertensos e não obesos tiveram a deterioração da integridade dos vasos semelhante aos adolescentes hipertensos obesos.

 

Contudo o grupo de obesos apresentava marcadores inflamatórios mais altos que o grupo dos não obesos (podendo as diferenças das lesões vasculares serem uma questão de tempo).

 

 Assim, parece que jovens hipertensos, mesmo que sem obesidade, têm um risco cardiovascular equivalente aos dos obesos.

 

CONTROLE A SUA TENSÃO ARTERIAL. REDUZA O CONSUMO DE SAL !



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:19
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
TRATAR A PRÉ-HIPERTENSÃO ?

Define-se pré-hipertensão como uma pressão arterial sistólica de 120-139 mm Hg (12-13,9 de máxima) e/ou 80-89 mm Hg de diastólica (8-8,9 de mínima).

 

Foi recentemente publicado uma avaliação de 16 estudos (mais de 70 mil doentes), analisando três classes de hipotensores, que permitiram constatar a redução do AVC com a normalização dos valores tensionais.

 

Os inibidores do enzima de conversão e os antagonistas dos canais de cálcio permitiram reduzir o AVC em 25% enquanto os bloqueadores dos receptores da angiotensina reduziram em 15 %.

 

A medicação farmacológica está preferencialmente indicada para os doentes de alto risco cardiovascular, como os que têm diabetes, colesterol elevado e hábitos tabágicos activos.

 

A tensão arterial pode ser normalizada com redução de consumo de sal na dieta e com a prática regular de exercício físico moderado (andar a pé 30 minutos seguidos diáriamente).



publicado por João Vilela Gonçalves às 06:43
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Pré-Hipertensão e AVC

Foi publicado recentemente na revista Stroke uma meta-análise (revisão de outros estudos que dizem respeito ao mesmo tema) acerca do efeito da pré-hipertensão e a ocorrência de AVC (acidente vascular cerebral).

 

A Pré-Hipertensão define-se como uma tensão arterial máxima entre 120 e 139 mm Hg e uma mínima entre 80 e 89 mm Hg.

 

O trabalho publicado permitiu ver que doentes com pré-hipertensão medicados com fármacos de diferentes classes (inibidores do enzima de conversão da angiotensina, bloqueadores dos receptores da angiotensina, antagonistas dos canais do cálcio) reduziu a ocorrência de AVC em 22%.

 

Coloca-se contudo uma questão: deverão todos os doentes com pré-hipertensão arterial serem medicados com medicamentos ?

 

Talvez não. Mas quantos destes doentes julgam importante reduzir o sal da sua alimentação, a gordura e o açúcar ? quantos julgam importante terem uma actividade física diária digna desse nome ?



publicado por João Vilela Gonçalves às 06:51
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
APNEIA OBSTRUTIVA do SONO (AOS)

O Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono trata-se de uma doença que se traduz pelo ressonar enquanto se dorme e que se caracteriza por ausências respiratórias durante o sono, levando a menor oxigenação do sangue e ao despoletar de arritmias, por vezes fatais (morte súbita), bem como a picos hipertensivos. Está muitas vezes relacionada com a obesidade.

 

 

Nem só os homens têm AOS:

 

O Risco de AOS é igual em homens e em mulheres após a menopausa.

 

A AOS nas mulheres está relacionada com depressão, hipertensão arterial e demência.

 

As mulheres representam 40 % (40 em cada 100) dos novos casos de diagnóstico de AOS.

 

Em 2008, 9% das mulheres tinham AOS.

 

 

A AOS relaciona-se com factores de risco cardiovascular:

 

83% das pessoas cuja hipertensão arterial não cede à terapêutica )hipertensão arterial resistente) têm AOS.

 

76 % das pessoas que têm insuficiência cardíaca têm AOS.

 

50% das pessoas que têm fibrilhação auricular (arritmia mais frequente) têm AOS.

 

77% das pessoas obesas e 50% das que têm Diabetes tipo 2 têm AOS

 

 

Perguntas capitais para saber se tem AOS:

 

Ressona ?

 

Já lhe disseram que pára de respirar durante o sono ?

 

Adormece frequentemente durante o dia ou sente-se muito fatigado ?

 

Tem hipertensão arterial ?

 

Tem um pescoço largo/gordo ?

 

 

 



publicado por João Vilela Gonçalves às 07:00
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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
CHOCOLATE preto/negro/amargo e Hipertensão Arterial

Investigadores australianos publicaram no BioMed Central Medicine um trabalho em que avaliaram a influência do consumo de chocolate preto (negro ou amargo) na tensão arterial de pessoas hipertensas.

 

O consumo diário de 30 a 1000 mg de chocolate amargo tornou possível diminuir a tensão arterial "máxima" (sistólica) em 5 mm Hg e a "mínima" (diastólica) em 2,7 mm Hg, possibilitando uma diminuição do risco cardiovascular a 5 anos em 20%. Nas pessoas sem tensão arterial elevada não se registaram diminuições significativas.

 

Este efeito parece dever-se à presença de flavanol polifenol na composição do chocolate. Esta substância induz a formação de óxido nítrico no endotélio (parte interior do vaso sanguíneo, directamente em contacto com o sangue), provocando a dilatação do vaso e a consequente diminuição da tensão (pressão) arterial.

 

Os autores advertem que o consumo de chocolate não deve ser encarado como um tratamento !!!

 

 

Opinião: existem estudos que associam o consumo de chocolate amargo à menor possibilidade de desenvolver diabetes e, nos diabéticos, ao seu melhor controlo. Note que, estes estudos devem ser encarados apenas como efeitos aparentemente relacionados e não como conclusões absolutas.

 

 



publicado por João Vilela Gonçalves às 19:09
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Domingo, 18 de Julho de 2010
Adolescentes Hipertensos

Foi recentemente publicado na revista Hypertension um artigo acerca de jovens adolescentes pré-hipertensos.

 

O grupo estudado incluía cerca de 23000 jovens do sexo masculino e cerca de 4000 do sexo feminino. A idade média era de 17 anos e tensão arterial era inferior a 140/90 mm Hg.

 

A progressão para "Hipertensão Arterial" é maior nos adolescentes com tensão arterial "máxima" de 110 mm Hg que os que têm 100 mm Hg. O risco de desenvolver hipertensão é 3-4 vezes superior nos rapazes quando comparado com as raparigas, o que se deve ao peso (maior) que têm.

 

Portanto a obesidade ou o excesso de peso (atribuído a um elevado consumo de açúcar, gordura e sal) relaciona-se francamente com o risco de desenvolver Hipertensão Arterial.



publicado por João Vilela Gonçalves às 19:19
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Devagar, Devagarinho... Crianças Hipertensas... e Obesas

No número de Novembro de 2009 da Revista Portuguesa de Cardiologia, foi publicado um interessantíssimo artigo sobre a "distribuição da pressão arterial em crianças e adolescentes saudáveis".

 

Foram estudadas cerca de 1600 crianças e adolescentes, com idade média de 13 anos, apenas 180 do sexo feminino; 80% destas crianças e adolescentes davam inicío, quando foram avaliados, à sua actividade desportiva.

 

Os valores da pressão arterial medidos a estes 1600 indivíduos, permitiram verificar que:

 

A pressão arterial era normal em 74% dos que tinham peso normal, em 67% dos que tinham excesso de peso e 54% dos que eram obesos.

 

A pressão arterial normal-alta aparecia em 18% dos que tinham peso normal, 19% dos com excesso de peso e 23% dos obesos.

 

A Hipertensão Arterial surgiu em 8% dos individuos com peso normal, 14% dos com excesso de peso e 23% dos obesos.

 

Conclusões: Em crianças e adolescentes obesos, a possibilidade de terem pressão arterial normal-alta ou hipertensão arterial é grande (46%, ou seja quase metade dos individuos), sendo directamente proporcional ao aumento de peso: os obesos têm 4 vezes mais hipertensão que os que têm peso normal.

 

Pergunto: porque continuam os cidadãos e os pais a ignorarem esta realidade ? Que interesse têm os pais na alimentação dos filhos ?



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:00
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João Vilela Gonçalves
Consultor de Medicina Interna, pós-graduado em Diabetologia, tem a competência de Gestão de Unidades de Saúde. Trabalhou em serviços de Cardiologia, Nefrologia e Clínica de Hemodiálise, Consulta especializada do Pé diabético e em Unidades de Cuidados Intensivos. Desempenhou funções de Chefe de Equipa de Medicina do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria. Foi Assistente Convidado da Cadeira de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas.

Responsável pelas Consultas do Hospital de Pulido Valente (Diabetes, 1994-2004), da PT-Associação de Cuidados de Saúde (Diabetes, desde 1997; Hipertensão Arterial, desde 2006), da Corclínica (Diabetes, desde 1999) e do Instituto Cardiovascular de Lisboa (Diabetes, desde 2004).

Tem o seu trabalho acreditado, do ponto de vista científico, através das inúmeras apresentações em Congressos nacionais e internacionais.
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