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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
Prevenir a Diabetes: a propósito de um estudo

"The Healthy Study: interventions to reduce early diabetes risk" foi publicado em Junho no New England Journal of Medicine e apresentado no congresso da Associação Americana de Diabetes deste ano.

 

 Tratou-se de um programa instituído em escolas dos Estados Unidos da América (EUA) para diminuir a obesidade e a diabetes (tipo 2), patologias em franca expansão em todo o mundo nos jovens ! Nos EUA, cerca de 32% (um em cada três jovens) dos jovens com 2-19 anos têm excesso de peso ou obesidade, totalizando 23,4 milhões de jovens. Destes 17% (12,5 milhões) são obesos. (NOTE QUE: o número de jovens portugueses em situação idêntica tem sido galopante nos últimos anos, com a total indiferença de (alguns) pais e o patrocínio de (algumas) escolas através do conteúdo das refeições disponibilizadas).

 

As estratégias incidiram em alterar a dieta (isto é, na qualidade dos alimentos ingeridos) e em fomentar a prática regular de exercício físico.

 

Dos resultados realce para a diminuição do Índice Masa Corporal e do perímetro abdominal (indicadores de menos peso e menos gordura).

 

Mais informações em www.healthystudy.com.



publicado por João Vilela Gonçalves às 00:08
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Quantos diabéticos há em Portugal ?

 A Federação Internacional de Diabetes estimava que, em 2025 e em Portugal, 10% da população tivesse Diabetes; ou seja 10 em cada 100 pessoas (ou 1 em cada 10 pessoas) tivessem Diabetes.

 

Em 2008, decorreu, em Portugal, um estudo da prevalência da Diabetes; foram envolvidas 5.167 pessoas, pertencentes a 122 centros de saúde distribuídos por 93 concelhos de todo o país.

 

Os resultados são no mínimo alarmantes:

 

1) em 2008, 11,7% da população portuguesa tinham diabetes ! (quase 12 em cada 100 pessoas);

 

2) destes 5,1% desconheciam ter a doença (ou seja 5 em cada 12 diabéticos desconhecem ter a doença....e, portanto, sendo a sua progressão silenciosa, candidatam-se a diagnosticá-la na sequência de uma complicação....as mais frequentes são o enfarte cardíaco ou o AVC).

 

3) A pré-diabetes (alteração da glicose em jejum ou intolerância à glicose oral) estava presente em 23,2% da população ! (23 em cada 100 pessoas vão desenvolver diabetes muito brevemente, de uma forma silenciosa !).

 

Assim, cerca de 35% da população (mais de um terço da população) tem um risco cardiovascular muito elevado (já que o risco cardiovascular da pré-diabetes é equivalente ao da diabetes).

 

Imaginem se nos próximos 10 anos, 35% da população tivesse um enfarte cardíaco ou um AVC ? Se as pessoas em vez de estarem a trabalhar, estiverem internadas num hospital e ficarem incapacitadas? Onde haverá dinheiro para suportar tudo isto ? Estaremos, verdadeiramente, em extinção ? Não só nós mas todo o mundo ocidental.

 

Note que este estudo só contempla individuos com idade igual ou superior a 20 anos; de momento, em Portugal uma em cada 3 crianças é obesa; a  obesidade é um excelente "empurrão" para desenvolver diabetes. Aliás, é crescente o número de CRIANÇAS com diabetes do adulto, com colesterol elevado, com hipertensão arterial.

 

São as crianças alimentadas a GAS (gordura, açúcar, sal); é, segundo Paul Zimmet, a geração que morrerá primeiro que os pais.

 

Será, que dentro de 10 anos, metade da população portuguesa (ou dos países comunitários) terá diabetes ou pré-diabetes ? Será que a Europa terá os dias contadas tal como a conhecemos ?

 



publicado por João Vilela Gonçalves às 10:30
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Valores de glicemia para o diagnóstico de Diabetes

O valor da análise da glicemia é confrontado com os valores normais para os quais o kit utilizado pelo laboratório onde fomos está aferido. Por isso é natural que ao mudarmos de laboratório, os valores de referência para determinada análise possa variar. As Sociedades médicas, nacionais e internacionais, surgem com os seus valores de referência; embora não haja uniformidade de valores, estes não são muito diferentes entre si. Por exemplo, de acordo com a Associação Americana de Diabetes os valores de diagnóstico são: glicemia em jejum maior ou igual a 125 mg/dl OU igual ou superior a 200 mg/dl e acompanhado de sintomas (volume urinário aumentado, sede exagerada, fome devoradora, emagrecimento inexplicável) OU igual ou superior a 200 mg/dl, 2 horas após ingesta de 75 g de glicose. Porém os valores para PRÉ-DIABETES são: glicemia em jejum entre 100-125 mg/dl OU entre 140-200 mg/dl, 2 horas após ingesta de 75 g de glicose. Porque refiro a Pré-Diabetes? O DIABÉTICO É UM DOENTE DE ELEVADO RISCO CARDIOVASCULAR: o coração de um diabético equivale ao coração de um não diabético que já tenha tido um enfarte do miocárdio !!! O PRÉ-DIABÉTICO TEM RISCO CARDIOVASCULAR IDÊNTICO AO DO DIABÉTICO. Assim os diabéticos devem essencialmente ser avaliados como doentes de risco cardiovascular e assim devem ser avaliados relativamente à Pressão Arterial e ao valores das gorduras no sangue (colesterol, suas fracções, e trigliceridos). A triade Diabetes, Hipertensão Arterial e Dislipidemia são faces de uma mesma trama: o enfarte cardíaco e o acidente vascular cerebral (AVC). MAIS VALE PREVENIR QUE REMEDIAR.



publicado por João Vilela Gonçalves às 22:59
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Diabetes – Prevenção e Tratamento

Meu Caro Diabético,

 

Se alguém ouvir falar em cancro, fica logo assustado. Alguns, erradamente, fingem desconhecer essa doença. Mas porque é que o cancro assusta tanta gente? Porque se arrasta, porque dói, porque mata?

 

Muitos de nós não sabem, porém, que a principal causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares. Estou a falar-vos do tão conhecido enfarte (do coração), das tromboses e das hemorragias cerebrais. Todos nós temos um conhecido que morreu de uma destas doenças ou que sobreviveu, mas que se encontra paralisado de um lado do corpo ou que ficou incapaz de andar. Recordamos frases como “quem o viu e quem o vê”, “era um homenzarrão”, “era uma mulher de armas”. Era, mas já não é! Porquê? Por desleixo? Por gula?

 

Para as doenças que referi existem factores de risco. São alterações que aumentam a possibilidade daquelas doenças acontecerem. É o caso da diabetes, das gorduras ( o colesterol e os triglicéridos) aumentadas no sangue, no consumo de tabaco e da tensão arterial elevada. Todos eles valem por si próprios, mas juntos tornam-se mais fortes e o risco aumenta.

 

Meu caro diabético, infelizmente, o açúcar que tem a mais no seu sangue não se controla só com os comprimidos ou a insulina. O diabético necessita de ter disciplina e dedicação e ser responsável. Caso contrário, arrisca-se a cegar, a que os rins deixem de funcionar e até a ficar amputado. Pelo meio estão os enfartes, as tromboses e as hemorragias cerebrais.

 

Deixámos de saber comer e estamos a morrer sem darmos por isso. Actualmente metade da nossa população tem excesso de peso e 15 em cada 100 pessoas são gordas. Peso a mais provoca diabetes.

 

Hoje quem tem 50 ou 60 anos quantas histórias vividas tem para contar? Quem não reconhece o que a vida mudou desde a sua juventude? E os hábitos alimentares? Quantos de nós trocaram o almoço em casa por uma refeição rápida num balcão de pastelaria? Quantos netos preferem a Coca-Cola, os sumos de garrafa, o pacote dos fritos, os hambúrgueres e as pizzas, ao peixe cozido, às hortaliças e à água?

 

O diabético tem de tomar conta de si próprio e deve ter em mente três coisas:

 

Quantidade, qualidade e tempo.

 

A quantidade de comida ingerida é determinante. Teste a menor quantidade de comida que consegue ingerir de uma vez. O pão e seus acompanhamentos (queijo e fiambre), a fruta, o leite e os iogurtes devem ser comidos entre as principais refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar).

 

Divida o pequeno-almoço em dois e faça dois pequenos lanches, variando a qualidade dos alimentos e não se deite sem comer alguma coisa (por exemplo um copo de leite meio gordo). Duas peças de fruta e duas carcaças por dia parecem-me suficiente, mas devem ser comidas de forma repartida. Nas refeições principais, um bom prato de sopa (com tudo o que a horta dá e duas batatas) é desejável. Mas cuidado com a gordura que fica à superfície. Tire-a. De seguida 100 a 120 gramas de carne ou peixe são suficientes. Dois ovos têm as proteínas daquela quantidade, portanto não se devem juntar ao peixe nem à carne. Acompanhe com legumes e saladas. Junte duas batatas ou seis colheres de sopa de arroz (depois de cozinhado) ou oito colheres de sopa de feijão ou grão ou 10 colheres de sopa de favas ou ervilhas.

 

Quanto à qualidade prefira os crus ou cozidos e grelhados aos fritos, mas evite temperá-los com manteiga derretida. Utilize o azeite, o limão e as ervas aromáticas. Não fica caro, experimente. Calculo que não esteja habituado à comida insonsa. É pena! Então opte pelo meio sal. Se mesmo assim tem a tensão alta, corte.

 

Por favor esqueça a maionese, o ketchup, a mostarda. Esqueça os folhados e as empadas que estão carregados de gordura e onde a carne é de qualidade duvidosa. Esqueça as bolachinhas e os bolinhos, mesmo os secos. Considere que o azeite e os molhos são para temperar e não para molhar o pão.

 

Todos sabemos que a alimentação é, além do mais, um acto social, que leva a cometer excessos. É muito importante o lado psicológico de sentar à mesa. Por pouco que comamos. O diabético deve comer de tudo, inclusive um doce, embora estes estejam reservados para os dias de Festa.

 

E o tempo? Devemos demorar cerca de 20 ou 30 minutos a almoçar ou a jantar, comendo em locais calmos, pousando os talheres entre cada garfada e mastigando bem os alimentos. Para as pequenas refeições 5 ou 10 minutos serão suficientes. Muitos dizem-me que não têm esse tempo, mas quanto demoram a fumar um cigarro ou a irem à casa de banho?

 

Uma última palavra para o exercício físico. Quanto mais evoluídos somos, menos exercício fazemos. Levamos o carro para comprar o jornal, apanhamos o elevador para subir um andar, estamos em permanente caça ao transporte. Hoje qualquer passo, parece um exagero.

 

Pela sua saúde mexa as pernas. Ajude o organismo a queimar o açúcar que tem a mais. Exercício “muito” ou “pouco” depende de cada um. Correcto seria por exemplo, em Lisboa, percorrer a Avenida da Republica, do Saldanha a Entrecampos, em 30-40 minutos duas vezes por dia, de preferência depois das principais refeições.

 

Por fim, utilize as fitas de controlo (que medem o açúcar no sangue) para avaliar o resultado do que come, do exercício que faz e da medicação que lhe foi prescrita. Não se iluda. As decisões estão nas suas mãos.



publicado por João Vilela Gonçalves às 15:00
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João Vilela Gonçalves
Consultor de Medicina Interna, pós-graduado em Diabetologia, tem a competência de Gestão de Unidades de Saúde. Trabalhou em serviços de Cardiologia, Nefrologia e Clínica de Hemodiálise, Consulta especializada do Pé diabético e em Unidades de Cuidados Intensivos. Desempenhou funções de Chefe de Equipa de Medicina do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria. Foi Assistente Convidado da Cadeira de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas.

Responsável pelas Consultas do Hospital de Pulido Valente (Diabetes, 1994-2004), da PT-Associação de Cuidados de Saúde (Diabetes, desde 1997; Hipertensão Arterial, desde 2006), da Corclínica (Diabetes, desde 1999) e do Instituto Cardiovascular de Lisboa (Diabetes, desde 2004).

Tem o seu trabalho acreditado, do ponto de vista científico, através das inúmeras apresentações em Congressos nacionais e internacionais.
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