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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012
Diabetes Gestacional: avalie o seu risco

As mulheres com muito alto risco de desenvolverem diabetes gestacional devem fazer o despiste tão cedo quanto possível após saberem que estão grávidas ou, pelo menos, às 24-28 semans de gravidez. Os critérios para o alto risco são:

 

1) Obesidade Severa (Índice Massa Corporal igual ou maior a 35 kg/m2)

 

2) Ter tido diabetes gestacional em gravidez anterior ou ter tido um filho nascido com peso igual ou maior a 4 kg

 

3) Presença de glicose na urina (glicosúria)

 

4) Ter diagnóstico de Síndrome do Ovário poliquístico

 

5) Ter irmãos/irmãs, pais ou avôs/avós com diabetes tipo 2.

 

 

As mulheres com baixo risco de desenvolverem diabetes gestacional não necessitam de fazer, especificamente, despiste e têm as seguintes características:

 

1) Idade inferior a 25 anos

 

2) peso normal (ìndice Massa Corporal entre 18,5 e 24,9 kg/m2) antes da gravidez

 

3) sem pais diabéticos

 

4) sem história de "intolerância à glicose oral" ou seja, pré-diabetes

 

5) sem antecedentes de complicações obstétricas



publicado por João Vilela Gonçalves às 09:00
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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011
CARNE VERMELHA

Foi recentemente publicado (American Journal of Clinical Nutrition) um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard (Estados Unidos da América), com cerca de 440 mil participantes, alertando para os riscos do consumo de carne vermelha.

 

A carne vermelha, especialmente através de alimentos processados (como o "cachorro" = pão com salsicha), aumenta o risco de desenvolver Diabetes tipo 2.

 

Enquanto o consumo diário de 100 g de carne vermelha não processada aumentou o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 19%, 50 g de carne vermelha processada (equivalente a um "cachorro" ou a 2 fatias de bacon) associavam-se a 51% de aumento do referido risco.

 

As proteínas da carne vermelha devem ser substituídas por outras mais saudáveis e que se encontram nas nozes, nos cereais e em produtos com baixa quantidade de gordura.

 

Os participantes que substituiram o consumo diário de carne vermelha por nozes, cereais e alimentos com baixo teor de gordura viram, respectivamente, o seu risco de diabetes ser diminuído em 23%, 21% e 17%.



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:19
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Como vivemos e o risco de diabetes

Foi recentemente publicado (Arch Intern Med 2009; 169: 1698-1704) um artigo que foca a importância da arquitectura dos bairros onde vivemos relativamente ao risco de desenvolvermos diabetes.

 

"Os bairros com preocupações em criar qualidade de vida, onde existam parques e caminhos agradáveis que fomentem o exercício físico bem como a proximidade de mercados com comida saudável possibilitam aos residentes um menor risco de desenvolverem diabetes tipo 2 em cerca de 38% num período de 5 anos".

 

Infelizmente no local onde moro existe um jardim que, apesar do sinal de trânsito proibido, é frequentemente invadido por veículos automóveis de forma impune. Certamente que o civismo e a cidadania contribuirão para diminuir o risco de diabetes...pelo menos o stress.



publicado por João Vilela Gonçalves às 08:16
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Peixe e Risco de Diabetes

Investigadores ingleses avaliaram cerca de 22.000 pessoas, com idades entre os 40-79 anos, quanto aos seus hábitos alimentares.

 

Concluíram que um elevado consumo de peixe estava associado a menor risco de desenvolver diabetes. Não havendo uma causa directa, pressupõem que as pessoas que comem mais frequentemente peixe, adoptam estilos de vida mais saudáveis fazendo exercício físico regularmente, comem diáriamente fruta e/ou vegetais e não consomem bebidas alcoolicas nem fumam

 

Por outro lado, quem consome marisco 1-2 vezes por semana vê o seu risco aumentado para desenvolver diabetes.

 

Diabetes care 2009; 32: 1857-1863


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publicado por João Vilela Gonçalves às 09:00
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Calcular Risco de Diabetes nos próximos 10 anos

De acordo com o Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes, publica-se a ficha de avaliação de risco de Diabetes Tipo 2:

 

Vá somando os pontos:

 

1) Idade

 

menos de 45 anos (0 pontos)

45-54 anos (2 pontos)

55-64 anos (3 pontos)

mais de 64 anos (4 pontos)

 

2) Índice de Massa Corporal (IMC = peso (kg)/altura (m2) ou seja kg/m x m

 

menos de 25 kg/m2 (0 pontos)

25-30 kg/m2 (1 ponto)

mais de 30 kg/m2 (3 pontos)

 

3) Medida da cintura (medir ao nível do umbigo)

 

3a. Homens

 

menos de 94 cm (0 pontos)

94-102 cm (3 pontos)

mais de 102 cm (4 pontos)

 

3b. Mulheres

 

menos de 80 cm (0 pontos)

80-88 cm ( 3 pontos)

mais de 88 cm (4 pontos)

 

4) Pratica, diariamente, actividade física pelo menos 30 minutos no trabalho ou durante o tempo livre?

 

Sim (0 pontos)

Não (2 pontos)

 

 

5) Com que regularidade come vegetais e/ou fruta ?

 

Todos os dias (0 pontos)

ás vezes (1 ponto)

 

6) Toma regularmente ou já tomou alguma medicamentação para a Hipertensão Arterial ?

 

Não (0 pontos)

Sim (2 pontos)

 

7) Alguma vez teve açúcar elevado no sangue ?

 

Não (0 pontos)

Sim (5 pontos)

 

8) Tem algum familiar a quem foi diagnosticado diabetes (tipo 1 oou tipo 2)?

 

Não (0 pontos)

Sim: avós, tias, tios, ou primos em 1º grau (3 pontos)

Sim: pais, irmãos, irmãs ou filhos (5 pontos)

 

 

 

Nível de Risco Total:

 

menos de 7 pontos: Baixo: calcula-se que 1 em cada 100 desenvolverá a doença

7-11 pontos: Ligeiro: calcula-se que 1 em cada 25 desenvolverá a doença

12-14 pontos: Moderado: calcula-se que 1 em cada 6 desenvolverá a doença

15-20 pontos: Alto: calcula-se que 1 em cada 3 desenvolverá a doença

mais de 20 pontos: Muito Alto: calcula-se que 1 em 2 desenvolverá a doença



publicado por João Vilela Gonçalves às 09:00
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Organizar a Prevenção

O aumento da esperança de vida, provoca um maior consumo de recursos na Saúde. Centros de cuidados intensivos nascem por todo o lado, numa verdadeira moda, destinados ao tratamento de doenças agudas mas, essencialmente, de complicações de doenças crónicas; nestes casos as mesmas poderiam ter sido prevenidas, caso os cuidados de saúde tivessem sido devidamente planeados e geridos.

 

O planeamento dos cuidados preventivos cursa, de forma isolada, na criação de consultas disto, daquilo e daqueloutro, desprovido duma necessária abordagem integradora de todos os factores de risco para determinada patologia. Mais não é que um jogo de quintas e de vaidade, carente de eficácia e de estratégia.

 

A patologia cardiovascular é a principal causa de morte e de morbilidade em Portugal, responsável pela perda de anos de vida  e de importantes gastos na Saúde.

 

Certamente, não é com Unidades que preveniremos o crescente número de vítimas mas sim com a identificação, tão cedo quanto possível, da potencial população em risco, portadora dos factores predisponentes à ocorrência daquela patologia. Os congressos de Medicina, anualmente realizados, dão conhecimento das Normas de Orientação Clínica (Guidelines) internacionalmente aceites, permitindo o estadiamento da população de risco criterioso, assim como o seu tratamento.

 

Do ponto de vista organizacional, não tem cabimento haver consultas isoladas de factores de risco (diabetes, lípidos, hipertensão arterial), já que melhor integradas seriam numa grande Consulta de Prevenção Cardiovascular, embora, em termos de informação propícia a cativar a população alvo assim fosse necessário vendê-las.

 

As especialidades médicas são chancelas de aptidão e de formação básica de actuação e de cultura médica, porém,  mais que um “título”, o melhor médico é aquele que mais se interessa pela patologia, pela doença e pelo doente. Haverá classes de médicos mais aptos a dirigir uma Consulta de Prevenção Cardiovascular? Penso que sim. Os médicos com formação de Medicina Interna são, pela vivência inerente à sua especialização, os mais adaptados.

 

Mas nem só deles pode viver essa consulta. A multidisciplinaridade dos técnicos é fundamental. Dado que a abordagem da doença implica alteração de comportamentos no dia-a-dia, a presença de um dietista/nutricionista, um psicólogo e um professor de ginástica (!) são parceiros de primeira linha. A realização de exames auxiliares de diagnóstico, específicos, coloca o Cardiologista numa linha avançada de apoio, assim como o Oftalmologista e, provavelmente, o Podologista e o especialista em Medicina Dentária. O Nefrologista (Clínica de Hemodiálise), o Cirurgião Cardiotorácico e o Cirurgião Vascular seriam relegados para colaborarem no tratamento de uma complicação.

 

Onde colocaremos estas Consultas a funcionar? Os Hospitais são locais de saúde demasiado abertos, incapazes de cativar a população-alvo e incapazes de conter durante anos a população rastreada. Os Centros de Saúde poderiam ser pioneiros, mas estarão capacitados de técnicos motivados para esta abordagem? Serão os Centros de Saúde capazes de romper com os vícios de funcionamento caracterizados pela imagem que o utente faz do próprio Centro? Faltaria, também, a articulação com a totalidade dos técnicos de primeira linha.

 

Os sub-sistemas de Saúde podem desempenhar essa função de uma forma primordial. Se por um lado, podem ter perfeitamente identificada a população de beneficiários (na qual se aplicaria a estratégia de rastreio) e capacidade para a acompanhar, de forma planificada, ao longo dos anos, por outro, não seria difícil adquirir técnicos de saúde aptos e motivados para a implementação do Plano. Apenas um senão, o sistema contratual, a política de recursos humanos, deverá ser muito mais forte, próxima e de longa duração…a bem da eficiência do objectivo: prevenir os factores de risco, diminuir o número de novos casos da primeira causa de morte em Portugal, a patologia cardiovascular!

 



publicado por João Vilela Gonçalves às 07:45
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João Vilela Gonçalves
Consultor de Medicina Interna, pós-graduado em Diabetologia, tem a competência de Gestão de Unidades de Saúde. Trabalhou em serviços de Cardiologia, Nefrologia e Clínica de Hemodiálise, Consulta especializada do Pé diabético e em Unidades de Cuidados Intensivos. Desempenhou funções de Chefe de Equipa de Medicina do Serviço de Urgência do Hospital de Santa Maria. Foi Assistente Convidado da Cadeira de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas.

Responsável pelas Consultas do Hospital de Pulido Valente (Diabetes, 1994-2004), da PT-Associação de Cuidados de Saúde (Diabetes, desde 1997; Hipertensão Arterial, desde 2006), da Corclínica (Diabetes, desde 1999) e do Instituto Cardiovascular de Lisboa (Diabetes, desde 2004).

Tem o seu trabalho acreditado, do ponto de vista científico, através das inúmeras apresentações em Congressos nacionais e internacionais.
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